
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
UMA ESTRELA EM MINHA VIDA

Hoje, peguei-me sonhando,
O manto do céu estralado
Era o teto da noite de lua cheia!
Olhando para mim,
Uma estrela de brilho diferenciado:
De muitas cores e mágico bailado
Deixava-me feliz, extasiado,...
Creia, a estrela piscava pra mim
E, mais que isso, falava-me assim:
Sou sua estrela guia – é o fim
Da sua solidão, nas noites frias,
Nos dias ensolarados, estarei a seu lado!
Felicidade indescritível invadiu minha alma,
Que, cansada da vida de um lobo solitário,
Já nem pensava em viver de modo contrário!
Mas aquela estrela de muitas cores –
Que parecia um radiante buquê de flores
Era a promessa do fim de todas minhas dores
Tomei firme propósito, ante a Bela cintilante,
Cintilante? Essa palavra lembrou-me Cintiane!
Abri os olhos e descobri: eu não sonhava,
Você, Cintiane, na minha frente estava!
Não havia estrela, melhor: seu sorriso radiante,
Cheio de luz, seria meu guia,... hora adiante!
Felicidade indescritível invadiu minha alma,
Você, carinhosa, beijou minha mão – na palma!

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
O GRANDE MISTÉRIO

A vida, a vida,... grande mistério,
Ora me deixa alegre, ora muito sério!
Também me deixa pensativo ora perplexo,...
Ninguém ainda conseguiu, com perfeição,
Retratar a vida, conceituar a vida – aquém,
Toda expressão humana sobre a vida – aquém!
Mas, a própria tentativa de retratar a vida
É a vida, é parte da vida, nós somos a vida,
Somos o grande mistério,... Quem pensa
Sobre a vida, quem quer compreender a vida,
Desvendar a vida, comece a olhar para dentro
De si mesmo: ”Conhece-te a ti mesmo.”- Delfos!
Este poema nasceu de uma tentativa de pensar a vida,
De pensar sobre a vida: perdi-me num turbilhão
De idéias,... quis dizer uma coisa, disse outra,...
Motivou-me o exterior a mim, projetei-me fundo
Nos recônditos da Terra, voei Universo adentro,
Devassei o micro e o macro da Criação – confusão,
Quanto mais pensava, mais o mistério me escapava!
Quando já fora da atmosfera, senti vertigem,...
E, vertiginosamente, caí, caí, caí,... espatifei-me
Dentro de mim! Aturdido, vi-me desconhecido,...
Mas, eu tinha entendido: aqui dentro de mim,
Está o grande mistério,... Daqui, começarei
Minha busca,... esse desejo de devassar mistérios!
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
O VENTO

Não há pergunta estranha, quando se busca conhecimento!
Estranho é não perguntar, indagar ante o mistério da Vida!
Às vezes, pergunto-me: para que serve o vento? E respondo:
O vento é um gari, passa recolhendo o lixo do ar – o miasma!
Também é um grande ventilador, sob o comando de Deus,
Que o liga ou desliga e controla a dose de vento – a contento!
O vento oferta e transmuta gases com tudo no ambiente,
Amigo do nosso sistema respiratório, troca seu oxigênio
Pelo nosso gás carbônico, em abundância em nosso sangue.
Para a ciência, que não se contesta, o vento é resultado
Da diferença de temperatura, nas várias regiões atmosféricas!
Mas já ouvi dizer que o vento é o sopro de Deus, de Jesus,...
Também há as superstições sobre vento do norte, do leste,...
O vento também é bússula, orienta os marinheiros perdidos
E a todos que o saibam usar. Mais sobre o vento pode ser dito!
Porém, esta é apenas uma reflexão poética sobre o vento,
Minha visão de poeta menor, diz: o vento é de Deus um favor!
É uma peça importante criada pelo Arquiteto Universal,
Para manter o equilíbrio, trazer bem-estar a sua Criação.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
EMPÁFIA
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
A PEÇA TEATRAL DA VIDA

Extasiado, hoje, cedinho, ao abrir a janela do meu quarto,
Fui trespassado por raios de sol e uma lufada de vento fresco,
O Clarão radiante do dia já havia engolido o macio e aconchegante
Manto escuro da noite – cobertor que Deus coloca sobre sua Criação,
Como desvelado Pai, para um bom sono dos filhos de seu coração!
O dia me convidava para eu escrever mais uma página de minha história,
Colocava a disposição o que me fizesse necessário: a luz, o ar com todos
Os gases e nutrientes, no palco da história de minha vida, Deus, a Natureza
Colocou a minha disposição: água, alimentos,... e a companhia de pessoas Que encenariam juntos comigo, até as antagonistas, meus adversários...
O Grande Dramaturgo equipa seus atores do necessário para os papéis:
A mim, deu-me braços e pernas, todos os s sentidos, ou seja, um corpo perfeito e uma boa inteligência para compreender a importância do bom desempenho na peça da vida, pois que, o próximo ato depende do atual!
Equipado, adentrei de corpo e alma em mais um episódio da história
De minha vida, primeiro ato: escrever uma poesia! Após atos menores,
Agora, o Grande Diretor da peça da vida fez-me poeta, gratificante papel,
O melhor que já desempenhei. Pus-me em ação, não só escrever poesia
Mas os da luta pela sobrevivência, que se escreve a toda hora, dia a dia!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
O POETA E O ARCO IRIS

Um arco Iris é um túnel ultradimencional,
Serve aos anjos que lutam, na Terra, contra o mal!
Também pode ser uma escada rolante,
Que serve para subir ao céu todo amante!
Ou talvez seja um mágico tobogã,
Que leve ao pé do Senhor toda alma cristã!
Mas um arco-íris para os ignorantes da Terra...
Superstição: se passar por baixo não casa – emperra,...
Na ortodoxia é o arco-da-aliança de Deus com a Terra!
Para a Ciência tudo está explicado: é raio de luz molhado!
Para este poeta, nada está explicado, é muito maravilhoso
E cada um tem o direito de imaginar seu arco Iris encantado!
Minha visão poética diz que a causa primária do arco-íris
É Deus, Arquiteto do Universo, um lindo detalhe de sua Criação!
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
“ANIMAL CITADINO”



PS:Imagens de Campo Grande/MS
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
LIÇÕES DO RIO

As margens do rio comprimem o leito,
Porque andam lado a lado com ele!
As águas do rio pesam sobre o leito,
Porque viajam sobre seu dorso!
E, se, quando há enchente,
O leito expulsa as águas,
É que o peso gordo das águas
Vão além das forças do leito!
Na verdade: margem, leito e água é o rio!
Sábias lições estas do rio,
Vou adotá-las em minha vida!
Vou aceitar resignado
Os que caminham comigo lado a lado!
Não me revoltar quando achar pesado
Os que passam por cima de mim – como gado!
E, ao inundar meu coração com o peso da ingratidão
Diferente do rio na enchente, quando expulsa as águas,
Não transbordarei de ódio ou de mágoa
Pedirei a Deus para tê-los todos como minhas águas.

sábado, 19 de novembro de 2011
PODEROSA LUA

Lua cheia, derrama sua luz sobre a Terra,
E atinge de cheio os poetas, os apaixonados,
Aquele que por amor sofre, acerta, erra,...
Que banhados de luz, elevam a ti um olhar,...
Como a pedir-te solução para a dor de amar!
Lua, és tão mansa, tão calma, tão aconchegante,
Que os que sofrem de amor e sonham acordado
Têm em ti a mãe generosa que acolhe todo amante;
E o poeta tem em ti uma fonte que o faz inspirado.
És o satélite natural da Terra, apenas e somente isso,
Para quem tem o espírito vazio de amor de poesia,...
Observam e estudam tua influencia sobre o mar,
Sobre a melhor hora de colher de plantar,... de amar?
Não, isso cabe aos poetas que sabem o amor cantar.
Durante séculos afora, quanta poesia ofertastes
À Terra, quanto romance, quanta ficção, quanta ilusão,
Quanto sonho embalou com sua misteriosa luz,...
Se tua influência material sobre a Terra, não se deduz,
É fato que não se contesta, com muito mais persuasão
Influencia, no ser humano sonhador, a alma, o coração!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011
PATRIMÔNIO AFETIVO

“Amores vêm e vão” fica meu coração!
Ora fica magoado ora fica ferido,...
Ora fica recompensado pelo amor vivido!
Visitou meu coração todo tipo amor: os de ocasião,
Os proibidos, os de paixão – uns mais ,outros menos sofridos!
Todos deixaram em meu coração pegadas indeléveis!
Também houve os amores efetivados e os só desejados!
Hoje esses amores são patrimônio afetivo de minha alma,
Posso dizer que tenho um rico patrimônio afetivo!
Meu coração continua de portas abertas para o amor,
Não aprendeu ainda nem selecionar os amores visitantes,
Se for amor, vai chegando e entrando e sentando a mesa,
Do meu coração e se fartando dos melhores sentimentos
Ofertados por minha alma! Depois de saciados – dizem adeus!
Pobre do meu coração continua sempre de portas abertas
Na esperança de a qualquer momento, em hora incerta
Chegar o grande amor, aquele definitivo, o amor esperado,
Então não haverá mais lugar para os amores visitantes,
A porta do meu coração será fechada para fugazes festas,
A felicidade fará morada constante no meu coração!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011
VIDA DE VULCÃO

Minha vida é um vulcão,
Ora está em erupção
Ora silêncio e solidão!
Quando em erupção,
Queima gente
E tudo que vai pela frente!
No seu aparente silêncio e solidão,
Dentro de mim a atividade é sem fim,
As lavas em constante ebulição
Queima minha mente meu coração!
Mas, as lavas que são?
São meu próprio pensamento
E o calor é minha própria alma
Com os sentimentos ora de amor
Ora de dúvida ora alegria ora dor!
domingo, 13 de novembro de 2011
O QUE SOMOS

Somos nossos desejos mais íntimos, nossos sonhos,...
Somos nossos projetos, anseios,...
Somos nossa carga genética, nossa ascendência espiritual,...
Somos nossos medos, dúvidas, vacilações,...
Somos nossas coragens, nossas certezas, nossas decisões,...
Somos o que fomos, o que conseguimos ser, o que pudemos ser,...
Somos nossas vitórias, nossas derrotas, nosso cair, nosso levantar,...
Somos os caminhos por onde passamos, as pegadas que deixamos,...
Somos as pessoas com as quais convivemos, que amamos, que odiamos,...
Somos nossos sorrisos, nossos choros, nossos gemidos,...
Somos o beijo quedemos, o amor que fizemos,...
Somos nossas psicoses, neuroses,...
Somos nossos momentos de doença, de saúde,...
Somos o que vimos, ouvimos, cheiramos, degustamos, sentimos,...
Somos o que aprendemos, o que ensinamos,...
Somos o que fomos quando feto e tudo que trilhamos até o momento,...
Só não somos, ainda, o que seremos,...
Mas, dizem, podemos influenciar e muito no que seremos!!!
*Este poema foi inspirado numa mensagem dita por Ana Maria Braga, em seu programa Mais Você, tentei reproduzi-lo em seus inteiro teor, mas não consegui, por isso fiz uma paráfrase.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
A FORÇA DO TEMPO

Como fazer poema se quando perscruto
Meu íntimo nem mesmo eco ouço?
Oh não! Ouço o eco da voz da mulher que amei
A ponto de me perder de amor! Que diz? Não sei!
Mas a diapasão da voz que ouço já não me agrada,
Se antes soava como o próprio amor, hoje – é nada!
A franqueza do tempo para comigo é implacável,
Os sulcos que deixa em minha pele de longe são notáveis!
Como se o exterior não bastasse o Cruel Devorador
Suga as energias, a beleza do meu mundo interior!
Minha alegria, a esperança que moravam em meus olhos,
Sem força, lutam para manter uma mínima brasa acesa!
Meu porte altivo curva-se sobre mim mesmo – os olhos
Hipnotizados pelo chão já não querem ver outra coisa!
Última instantância o pensamento destoa – potente
Como sempre, é um vulcão em atividade constante!
Mas, o corpo já não é o de antes – cada vez mais lento,
Não acompanha o pensamente, sente o peso da idade!
terça-feira, 8 de novembro de 2011
UM POEMA PARA LULLY

No meu Face ¹
Há uma face!
Quem a fez
Não achou fácil!
Se natural melhoramento genético
Da raça humana, se um salto estético
Da natureza, conforme a Lei de Progresso,
Em qualquer caso, a linda face é um sucesso!
Olhando para face tão bela
Profunda admiração sinto por ela
E faço uma prece à alma que a tem por janela:
Deus, que não se perca com os elogios feitos a ela.
“Tudo que é bom e belo vem de Deus”
Sabedoria do povo – conhecimentos seus!
Oh! Bela face, alma de grande beleza vê pelos olhos seus.
E, eu arranco do peito louvores a Deus pelos olhos meus!
¹ FACE: Facebook

segunda-feira, 7 de novembro de 2011
NÃO MAIS ZEUS, MAS DEUS!

Deus, meu Deus! Fora esta a época de Zeus
Poderoso deus pagão, com desejos como os meus,
Far-te-ia um pedido: que a mulher dona dos sonhos meus,
Hipnotizada pelos olhos meus fizesse dos meus sonhos os seus!
Mas, como conquistar se para mim ela nem quer olhar?
Só o poder de Zeus, deus que escolheu o Olimpo para morar,
Assim, mais perto dos homens, sofrendo seus anseios e desejos,
Saberia como dói uma paixão! Então os ajudaria sem gracejos!
Mas, oh Deus! Somos filhos seus e não filhos do vingativo Zeus!
O Senhor pede-nos resignação, uma vida de sacrifícios do coração
E promete-nos recompensa, se aqui não... na outra dimensão!
Então, Senhor, livre-me da paixão cega! Modere os desejos meus!
sábado, 5 de novembro de 2011
BELEZA PERIGOSA

Linda, linda,... tão linda quanto em a Natureza
Pode-se encontrar! Tão linda, quanta beleza,
Meu Deus, meus olhos olham... incerteza!
Meus olhos calejados já não fiam na só beleza,
Depois do vislumbre vem logo a incerteza:
Será exterior ou será profunda a tal beleza?
E o coração traz a lembrança de uma tristeza
Que sofreu por entregar-se uma tal beleza,
Que numa donzela o fascinou, tornando-o presa!
Oh! beleza exterior tens causado tanta dor,...
Confunde os desprevenidos, passando-se por amor,
Beleza exterior! Tens passado até por anjo do Senhor!
A só beleza exterior serve ao imediatismo do Mundo,
Mas, se traz no ser profundo beleza sem jaça do imundo,
Aí sim, a beleza é genuína e glorifica o Senhor do Mundo!
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
“O DOM DIVINO DA POESIA”

quarta-feira, 2 de novembro de 2011
SÓ HUMANO FAZ POESIA

Alegria, alegria,...
É hora de fazer poesia,...
Sinto o ar carregado de boa energia!
Em meu cérebro, uma chuva de idéias,
Em meu coração, o ritmo da emoção,
Em minhas mãos, energizados, meus dedos
Não conseguem ficar parados...!
Todo meu ser está inspirado – um poema será criado!
No mundo da literatura será inscrito, será o meu legado!
Sinto-me meio esquisito, nervoso? – não, emocionado!
Toda vez que uso esses sinaizinhos – as letras,
Inventadas e, convencionalmente, organizadas – sem tretas,
Por, nós, humanos, a milhares anos, emociono-me,...
E, quando, com eles, faço poesia, sou tomado de imensa alegria!
Nelas, nas letrinhas, contém toda a saga da humanidade,...
Toda sua busca de entendimento, de compreensão, de identidade!
Quando as uso, sinto em mim toda a energia que delas emana,...
Isso me inspira, sinto orgulho de pertencer a esta raça – humana!

terça-feira, 1 de novembro de 2011
A DOR

